Translate

Mostrando postagens com marcador Interpretação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Interpretação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Caridade interpretativa

Interpretar textos às vezes não é uma tarefa fácil. Textos filosóficos não são exceção, muito pelo contrário, seja porque o conteúdo do texto é de difícil apreensão, seja porque o filósofo tem um modo tortuoso de expressão desse conteúdo. Mas essa dificuldade é do mesmo tipo que enfrentamos quando temos que interpretar qualquer discurso, mesmo o discurso falado. A diferença entres os casos é apenas de grau. Para entender melhor essa dificuldade, temos que entender a natureza da tarefa que causa essa dificuldade. O que é interpretar?

No que respeita à linguagem, há no mínimo dois sentidos de "interpretar". Em um sentido, "interpretar" é sinônimo de "compreender". Assim, quando ensinamos uma criança a sua primeira palavra, digamos, um nome de cor, como "vermelho", podemos dizer que ela interpretou a palavra de forma correta quando consegue dominar o seu uso, dizendo de coisas vermelhas e apenas delas que são vermelhas, e reagindo corretamente ao uso dessa palavra por parte de outros. Nesse caso, interpretar é usar a expressão ou reagir a esse uso de um certo modo. Não dizemos dessa criança que ela interpretou corretamente a palavra porque foi capaz de oferecer uma formulação verbal da regra de uso da palavra, pois, afinal, trata-se da primeira palavra que ela está aprendendo e, portanto, ela ainda não é capaz de fazer tal coisa.

Mas, frequentemente usamos a palavra "interpretação" para designar as formulações verbais das regras de uso de expressões linguísticas ou paráfrases de frases que lemos ou ouvimos, no intuito de tornar explícito ou mais claro o conteúdo dessas expressões. Geralmente fazemos isso quando há dúvidas sobre o que a expressão ou frase em questão significam, sobre qual é o seu conteúdo, sobre como devem ser compreendidas. Exemplos paradigmáticos desse tipo de interpretação ocorrem em discussões jurídicas sobre com se deve entender as formulações verbais de leis. Escreve-se textos para justificar certas paráfrases dessas formulações.

Geralmente o que se chama interpretação, em filosofia, é algo do segundo tipo: uma argumentada defesa de certas paráfrases do que um certo filósofo disse. Questões sobre como interpretar corretamente um texto filosófico costumam ser chamadas de que questões exegéticas. Mas a própria interpretação é matéria de reflexão filosófica, pois a sua natureza é por vezes mal compreendida e por vezes nos enredamos em paradoxos ao pensarmos sobre ela.

Há uma regra fundamental que devemos seguir ao interpretar textos: o princípio de caridade. Trata-se de um princípio metodológico segundo o qual o autor do texto que estamos lendo possui a máxima racionalidade possível, salvo evidências em contrário.[1] Como veremos, esse não é um princípio algorítmico, ou seja, não é uma fórmula que podemos aplicar mecanicamente aos dados de que dispomos no nosso trabalho interpretativo ou exegético. Com também veremos, o princípio não implica uma imunização à crítica. Esse princípio determina apenas uma atitude inicial que devemos ter em relação aos textos interpretados.

Mas o que é possuir a máxima racionalidade possível? Isso envolve no mínimo os seguinte elementos: sentido, verdade, lógica e justificação. Pensar que um usuários da linguagem tem a máxima racionalidade implica pensar que suas frases têm sentido, são compreensíveis, e não são, portanto, sinais destituídos de conteúdo. Pensar que um usuário da linguagem tem a máxima racionalidade implica também pensar que tudo o que o autor diz é verdade. A máxima racionalidade de um usuário da linguagem também implica que ele domina as regras lógicas dessa linguagem, sejam quais forem. Esse usuário, no mínimo, não comete contradições, nem define nada de modo circular[2] e argumenta sempre de forma válida. Por fim, a máxima racionalidade do usuário da linguagem implica que suas afirmações estão todas justificadas, ou seja, que ele está em uma situação epistêmica tal que garante que suas afirmações são provavelmente verdadeiras. Um tal usuário, por exemplo, não comete petições de princípio quando argumenta para justificar suas afirmações[3] e os argumentos que oferece para suas afirmações contém premissas que são sempre mais certas do que essas afirmações[4].

Supor, como uma atitude inicial, que o autor do texto que lemos possui a máxima racionalidade não implica que não podemos encontrar erros nas afirmações do autor relativos a quaisquer desses elementos da racionalidade. Mas a hipótese de erro deve ser, tanto quanto possível, sempre a última a ser considerada. Se todas as demais se mostraram insustentáveis, só então a hipótese de erro deve ser posta sobre a mesa. Nossa atitude inicial é tentar apresentar uma interpretação que torne o texto pleno de sentido, verdadeiro, logicamente impecável e justificado. Se lemos uma frase que parece sem sentido, devemos fazer um esforço para encontrar no texto evidências de que, a despeito da aparência, ela tem sentido. Se lemos uma frase que parece falsa ou injustificada, devemos fazer um esforço para encontrar no texto uma justificação para essa afirmação. Se o texto parece conter um erro lógico, devemos nos esforçar para mostrar que essa aparência não é verídica. Nem sempre é fácil decidir se o autor cometeu ou não cometeu um erro desses, pois não há fórmula algorítmica para se aplicar o princípio de caridade. Sua aplicação não ocorre como a aplicação mecânica de uma fórmula matemática aos dados de um problema. Mesmo atendo-se ao princípio de caridade, algumas questões exegéticas podem ficar sem uma resposta segura.

Mas qual a justificação que se poderia dar ao princípio de caridade? A observância desse princípio é uma das condições de possibilidade da comunicação. Imagine se, em uma conversação, você duvidasse sistematicamente do sentido, verdade lógica e justificação de todas as frases do seu interlocutor. Imagine que o seu interlocutor faça a mesma coisa. Uma dúvida sistemática sobre o sentido sequer permitiria chegarmos a formular dúvidas sistemáticas sobre os demais elementos da racionalidade, pois todos eles dependem de que as frases proferidas tenham sentido.[5] Mas uma dúvida sistemática sobre a verdade das frases do interlocutor também implica uma dúvida sistemática sobre o seu sentido, pois certos tipos de erros de juízo somente são explicáveis pela falta de domínio das expressões usadas na expressão desses juízos, pelo desconhecimento do significado dessas expressões. É por causa dessa conexão entre sentido e verdade que, ao menos no que se refere às primeiras expressões aprendidas, não atribuímos a uma criança o conhecimento do significado de uma expressão cujo uso a estamos ensinando até que ela seja capaz de usá-la com competência para dizer a verdade (onde o erro é a exceção e não a regra).[6]

O princípio de caridade desempenha um papel essencial também na explicação de por que não podemos fazer um bom trabalho histórico-exegético em filosofia sem em alguma medida filosofar sobre os problemas tratados pelos filósofos abordados nesse trabalho. Ao aplicar o princípio num trabalho histórico-exegético, escolhemos procuramos escolher a melhor interpretação dos textos que estamos examinando. Mas para isso, devemos ter critérios (por mais gerais, vagos e imprecisos que sejam) para determinar o sentido, a verdade, a correção lógica e epistêmica de um texto filosófico. E não podemos estar justificadamente de posse de tais critérios sem refletir filosoficamente sobre eles.[7]

________

[1] Assim formulado, esse princípio é análogo ao princípio da presunção da inocência: todos são inocentes, até que se prove o contrário.

[2] Uma definição circular é uma em que o definiendum, a expressão a ser definida, está contida, implícita ou explicitamente, no definiens, o conjunto de expressões que definem o definiendum. Um exemplo disso seria a definição: amor é o que ocorre quando uma pessoa está amando. O problema desse tipo de definição não é que ela seja falsa. O problema é que ela não é informativa, pois pressupõe o que conteúdo do definiendum, que a definição deveria tornar conhecido ou mais claro, já seja conhecido ou claro.

[3] Uma petição de princípio consiste em uma inferência em que a conclusão já está de algum modo contida entre as premissas, explícita ou implicitamente. O problema da petição de princípio não é que ela é inválida. Se entre as premissas de uma inferência está a conclusão, então é impossível que essa inferência tenha premissas verdadeiras e conclusão falsa, ou seja, ela é uma inferência válida. O problema da petição de princípio é que ela não serve para justificar a conclusão, pois uma afirmação não pode ser justificada por meio dela mesma.

[4] Há uma controvérsia sobre se estar justificado implica a capacidade de oferecer uma justificação em termos de uma inferência (dedutiva ou indutivamente) válida cujas premissas são mais certas que a conclusão. O externalismo epistêmico sustenta que uma afirmação pode ser justificada sem que aquele que afirma saiba o que a justifica e, portanto, sem poder oferecer uma uma inferência (dedutiva ou indutivamente) válida cujas premissas são mais certas que a conclusão.

[5] Wittgenstein viu bem isso e expressou esse ponto dizendo que na base da linguagem está o acordo nos juízos, não nas definições (Investigações Filosóficas, §242). Para uma breve exposição do paradoxo das regras, que, segundo Saul Kripke, é uma nova forma de ceticismo semântico, ver O paradoxo de Kripkenstein.

[6] Para uma defesa dessa dependência do sentido em relação à verdade, ver meu Conhecimento, Verdade e Significado.

[7] Ver História da filosofia, exegese e filosofia.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Caridade interpretaiva

Postagem importante do Eros de Carvalho:
A paridade interpretativa, infelizmente, não é um valor universalmente compartilhado. Exige-se que realizemos o maior esforço interpretativo possível antes de dizer qualquer coisa sobre um filósofo renomado, mas as mesmas pessoas que fazem esta exigência não estão dispostas a despender o mesmo esforço ao discutir com os seus parceiros filosóficos menos renomados. (Discussão e paridade interpretativa, em Filosofemas.)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

História da filosofia, exegese e filosofia


Quando eu era estudante de graduação, eu ouvia algumas vezes dizer que Hegel tinha dito que o real é racional. Eu não entendia direito o que se queria dizer com esta frase: "O real é racional"; não entendia que tese se estava atribuindo a Hegel. E não tinha coragem de perguntar, dado o modo como se tratava essa afirmação: como se fosse uma afirmação cujo significado era óbvio. Minha perplexidade aumentava quando ouvia alguns dizerem que Hegel, na verdade, não tinha dito isso. Resultado: eu não tinha inclinação nem para concordar nem para discordar dessa afirmação, quer ela tivesse sido feita por Hegel, quer não.

Depois de anos, esse episódio serve agora para que eu ilustre em minhas aulas algo que penso sobre a natureza da filosofia: ela não se identifica nem com a história da filosofia, nem com a exegese de textos filosóficos. A reflexão que se segue é, em grande medida, simplificadora. Digo isso prevendo objeções óbvias. Sei que as coisas são mais complexas do que como as descrevo. Mas creio que essa complexidade não afeta o essencial do que digo. Algumas das minhas afirmações são deliberadamente vagas. Mas também creio que isso não impede que sejam compreensíveis; ao menos não para um início de conversa.

Diante da frase atribuída a Hegel podemos perguntar:

(1) Hegel realmente afirmou que o real é racional?

Para responder a essa pergunta, precisamos empregar técnicas de historiador, examinando as evidências históricas, pois essa é uma pergunta histórica. Precisamos ler os textos de Hegel para ver se a frase "O real é racional" se encontra em ao menos um deles. Bem, não essa frase, mas uma frase em alemão que possa ser traduzida por essa frase do português. É claro que, para traduzir as frases de Hegel do alemão para o português, temos que considerar o contexto da sua obra em que as frases em alemão aparecem e, para isso, temos que interpretar as frases em alemão de Hegel. Para contornar essa dificuldade, suponhamos que Hegel tenha escrito em português ou que a pergunta (1) tenha sido feita em alemão. Nesse caso, se houvesse uma digitalização das obras completas de Hegel, a pergunta poderia ser respondida por meio de um mecanismo de busca.

Algumas
perguntas da historia da filosofia, poucas, é verdade, são desse tipo: puramente históricas, não exigindo nenhuma habilidade filosófica (sobre o que é habilidade filosófica, falarei mais adiante). A maioria das perguntas importantes de história da filosofia estão entrelaçadas com perguntas exegéticas (sobre interpretação). Por isso podemos chamar esse tipo de pergunta de pergunta histórico-exegética. Mas embora os dois tipos de perguntas de fato apareçam entrelaçadas na maioria dos casos, podemos distinguir claramente o conceito de questão histórica do conceito de questão exegética. Reconhecer uma distinção não significa sustentar que o que é distinto é independente.

Um exemplo de pergunta exegética seria justamente uma que poderíamos fazer após decidirmos que Hegel de fato disse (suponhamos) que o real é racional:

(2) O que Hegel quis dizer com "O real é racional"?

Para responder a essa pergunta, temos que examinar a obra de Hegel e determinar como essa afirmação se insere nela (mas isso não implica que devamos ler tudo o que ele disse para fazer isso). Para isso temos que, digamos, filosofar junto com Hegel, isto é, temos que tentar pensar as coisas do modo como Hegel as pensou. Isso, obviamente, exige habilidade filosófica. É por isso que a qualidade de um bom trabalho histórico-exegético em filosofia é proporcional à habilidade filosófica do historiador-exegeta. Não que grandes filósofos não possam cometer grandes erros histórico-exegéticos. O que estou dizendo é que a falta de habilidade filosófica resulta sempre em um trabalho histórico-exegético de qualidade ruim. Parte da razão disso, a parte principal, diz respeito ao princípio de caridade, sobre o qual falarei mais adiante.

Perguntas sobre a influência de um determinado pensador sobre outro também são histórico-exegéticas. Mas há perguntas mais sofisticadas que (1) que têm um caráter mais histórico do que exegético, tal como as perguntas sobre o contexto da história das idéias em que uma determinada filosofia foi elaborada. Por exemplo: qual era o estado da física à época que Descartes escreveu as Meditações Metafísicas?

(Um exemplo de grande trabalho histórico-exegético, por causa do seu teor filosófico, é o livro Wittgenstein On Rules and Private Language, de Saul Kripke. Há uma grande controvérsia sobre se ele interpretou Wittgenstein corretamente ou não. E há inclusive um controvérsia sobre se os críticos da sua interpretação interpretaram o livro de Kripke corretamente. Mas isso não tira o mérito do seu livro, que, certo ou errado, ajudou a melhorar o nível do debate exegético sobre a obra de Wittgenstein. Uma das razões do livro de Kripke ser bom é que ele é um grande filósofo. (Cf. Paradoxos filosóficos e história da filosofia.))

Depois de ter respondido às perguntas (1) e (2), uma terceira pergunta pode ainda ficar sem reposta:

(3) Devo concordar com Hegel e pensar que o real é racional?

Essa pergunta pede por uma justificação da afirmação. Para respondê-la, não basta saber qual justificação Hegel ofereceu para a sua afirmação, se ofereceu alguma. É necessário submeter essa justificação a uma avaliação crítica (cf. Crítica (avaliação criteriosa)) E mesmo que (por hipótese) Hegel não tenha oferecido uma justificação, podemos pensar por conta própria se ela poderia ser justificada. Creio que esse é o tipo de pergunta filosófica propriamente dita. Lidar com perguntas filosóficas propriamente ditas exige autonomia de pensamento, exige a ousadia que Kant pedia aos esclarecidos.

Não quero afirmar que a tarefa de se responder às perguntas filosóficas possa ser feita independentemente de se responder perguntas histórico exegéticas. Apenas acho que há duas maneiras de se conceber a relação entre perguntas histórico-exegéticas e perguntas filosóficas e uma delas é a maneira filosófica propriamente dita. Pode-se lidar com as perguntas filosóficas como um meio para se lidar com as perguntas histórico-exegéticas ou pode-se lidar com as perguntas histórico-exegéticas como um meio para se lidar com as perguntas filosóficas. É a segunda maneira de relacionar esses dois tipos de perguntas que eu diria que é a maneira filosófica. A primeira é a maneira histórico-exegética. Alguém que toma as perguntas histórico-exegéticas como um fim, vai lidar com as perguntas filosóficas apenas na medida em que é necessário para lidar com as perguntas histórico-exegéticas. Vai procurar lidar com a pergunta sobre a natureza do real, para ficar com o mesmo exemplo, apenas na medida em que isso é necessário para entender o que Hegel quis dizer com a tese que o real é racional. Talvez examine o que os contemporâneos de Hegel objetaram a essa tese e quais respostas Hegel ofereceu a essas objeções, mas não porque esteja interessado em tomar uma posição em relação à questão filosófica. Mas aquele que toma as perguntas histórico-exegéticas como um meio para lidar com as perguntas filosóficas vai lidar com perguntas histórico-exegéticas apenas na medida em que são necessárias para lidar com perguntas filosóficas.

Mas por que seria necessário lidar com perguntas histórico-exegéticas para se lidar com perguntas filosóficas? Eu costumo explicar isso dizendo que fazer filosofia é entrar em um debate sobre questões filosóficas que já está em andamento. Não faz sentido ficarmos arrombando portas abertas (embora seja melhor arrombar portas abertas do que não arrombar porta alguma). Para entrarmos no debate que está em andamento, temos que estudar a história desse debate e interpretar o que os interlocutores disseram até então. E isso exige, é claro, lidar com perguntas histórico-exegéticas.

Não vejo nada de errado em se colocar as perguntas histórico-exegéticas como fim. Não acho que essa seja um atividade inferior em qualquer sentido à atividade que coloca as perguntas filosóficas como fim. Eu apenas acho que são atividades diferentes. Elas são complementares. O modo como a atividade histórico-exegética auxilia o debate filosófico eu já expliquei esquematicamente no parágrafo anterior. Mas como o debate filosófico pode auxiliar a atividade histórico-exegética? Isso tem a ver com o principio de caridade, mencionado acima, que é um princípio exegético. O princípio diz, grosso modo, que devemos atribuir àquele que interpretamos a máxima racionalidade que as evidências textuais permitem. A máxima racionalidade implica que as afirmações interpretadas têm sentido, não contém erros lógicos, são verdadeiras e justificadas. Mas para aplicar esse principio, temos que ter, ao menos em alguns momentos, alguma opinião sobre quais afirmações têm sentido, quais princípios lógicos são corretos, quais afirmações são verdadeiras e quais são justificadas. E isso exige lidar com questões filosóficas propriamente ditas. Por isso, um trabalho histórico-exegético não pode se furtar totalmente de lidar, em primeira pessoa, com questões filosóficas propriamente ditas.

(Para o que Descartes pensa sobre esse tópico, cf. Descartes: Sobre a filosofia e a história da filosofia.)

----------

Imagem: Detalhe de A Escola de Atenas, de Rafael. Embora seja um lugar comum, sempre achei essa pintura uma representação muito boa do que penso serem aspectos essenciais da filosofia. No centro, aparecem Platão e Aristóteles debatendo. Eles seguram livros. Mas são seus livros, onde expõem e defendem as suas filosofias (Platão segura o Timeu e Aristóteles segura o que parece ser a Ética Nicomaquéia).