Translate

Mostrando postagens com marcador Shapiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Shapiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2007

Formalismo e Significado

In the context of game formalism, the phrases like 'language' and 'symbol' are misleading. In just about any other context, the purpose of language, first and foremost, is communicate. We use language to talk about things, usually things other than language itself. In its normal usage, a symbol symbolizes something. The word 'Stewart' stands for the person Stewart. So one would think that the numeral '2' stands for the number 2. This is just what the game formalist denies, or demurs from. [Stweart Shapiro, Thinking About Mathematics, p.143]

Quando digo "Corra", sobre o que estou falando? Estou falando sobre a ação de correr? O que estou dizendo sobre ela? Não estou comunicando algo? Ou, melhor, não estou me comunicando? As palavras "se" e "portanto" representam ou estão no lugar de alguma coisa? O que significa dizer que "um símbolo simboliza alguma coisa"? Não é análogo a dizer que toda palavra tem um significado? E quem negaria isso (exceto, é claro, para aquelas que, por ventura, não tenham)? Isso é certo: nós usamos símbolos e os compreendemos. E na medida em que os compreendemos, podemos dizer que significam alguma coisa ou têm significado. Mas admitir isso não nos compromete com a tese (nem com a negação da tese) que, em todos os casos, um símbolo tem significado porque ele éstá no lugar de alguma coisa, como se todo símbolo fosse um tipo de nome. Isso é certo: um símbolo não se reduz a uma entidade física, como uma marca de tinta num papel. Deve haver algo mais que torne essas marcas símbolos. Mas admitir isso não nos compromete com a tese (nem com a negação da tese) que esse "algo mais" é algo no lugar do qual o símbolo está.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Thinking About Mathematics


Estou relendo Thinking About Mathematics, de Stewart Shapiro (OUP, 2000). É uma ótima introdução à filosofia da matemática, embora não contemple a filosofia da matemática de Wittgenstein. Isso certamente reflte o modo como as reflexões de Wittgenstein vêm sendo tratadas nas discussões sobre filosofia da matemática nas últimas décadas. O livro se divide em quatro partes. A primeira parte apresenta algumas da principais questões da filosofia da matemática. A segunda é dedicada à apresentação da posição de quatro paradigmas da história da filosofia da matemática: Platão, Aristóteles, Kant e Mill. A terceira parte é dedicada à grande discussão da virada do século IXX para o século XX, em que concorriam três posições principais: logicismo (Frege, Russell), formalismo (Hilbert) e intuicionismo (Brouwer, Dummett). A última parte é dedicada às posições contemporâneas do debate sobre a ontologia da matemática. Shapiro apresenta o realismo o anti-realismo e finaliza com o que ele considera uma alternativa: o estruturalismo. Ele defende essa posição em um livro sistemático sobre o assunto, Philosophy of Mathematics: Structure and Ontology (OUP, 2000).