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domingo, 1 de junho de 2008
Vendendo o peixe
Dado que, ultimamente, algumas pessoas têm me perguntado onde meu livro pode ser comprado, posto abaixo, para referências futuras, uma lista de livrarias virtuais onde ele está à venda.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Lógica e Forma de Vida

Finalmente, meu livro sobre Wittgenstein foi publicado: Lógica e Forma de Vida: Wittgenstein e a Natureza da Necessidade Lógica e da Filosofia (São Leopoldo: Editora da Unisinos, 2007, 486p.). Trata-se da minha tese de doutorado, defendida em 2004 no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e orientada pelo Prof. Dr. Paulo F.E. Faria. A tese recebeu o Prêmio de Melhor Tese de Doutorado de 2004 da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). Como sempre, comentários e críticas são muito bem-vindos. O Faria escreveu umas palavras gentis na orelha do livro; exageradas, como sempre são as palavras amigas:
Este livro (premiado pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia como a melhor tese de doutorado defendida no Brasil em 2004) guia o leitor através do complicado itinerário filosófico de Ludwig Wittgenstein – dos aforismos sibilinos do Tractatus Logico-Philosophicus sobre ‘essência do mundo’ e os ‘limites da linguagem’, em que os problemas filosóficos teriam encontrado sua solução definitiva, à ‘quieta pesagem de fatos lingüísticos’ que veio suceder àquele projeto apocalíptico. Passo a passo, com perícia e clareza exemplares, Alexandre Machado deslinda a peripécia que se consuma na transfiguração na filosofia de Wittgenstein.
A dificuldade dessa tarefa, e o mérito de tê-la executado com sucesso, medem-se pela distância que separa o perfil de Wittgenstein que emerge deste livro da imagem de um filósofo que teria legado ao mundo ‘duas filosofias diversas, das quais a primeira não pode ser considerada como uma continuação da segunda’ (como escreveu, representativamente, Wolfgang Stegmüller). Em outras palavras, é a continuidade no pensamento de Wittgenstein – a necessidade interna com que a filosofia do Tractatus deu origem àquela que Wittgenstein passou a desenvolver a partir de 1929 – que, pela primeira vez entre nós, este livro explica.
Essa tarefa não poderia ter sido levada a cabo com sucesso se duas condições não estivessem satisfeitas. A primeira é a familiaridade com o corpus labiríntico dos escritos de Wittgenstein, que Alexandre Machado atesta conhecer como a palma da mão. A segunda é a habilidade de identificar, no emaranhado de temas e problemas, e através das mudanças de método, léxico e interesses que formam esse labirinto, um fio da meada. Alexandre Machado identifica, certeiramente, esse fio da meada (e, com ele , a via de acesso à compreensão da unidade do pensamento de Wittgenstein) na reconsideração das relações entre ter uma proposição sentido e ser alguma proposição verdadeira – relações que para Wittgenstein permaneceram, ao longo de todo o seu itinerário filosófico, a chave para elucidar a natureza da necessidade lógica – e com ela, a da própria filosofia. O resultado desse percurso orientado do labirinto wittgensteiniano é o livro admirável que o leitor tem entre as mãos.
Prof. Dr. Paulo Faria
(Veja aqui uma lista de livrarias virtuais em que o livro é vendido.)
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