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quinta-feira, 6 de maio de 2010

John Searle e Michel Foucault: sobre a clareza

I had a friend visiting me who is not famous for clarity, Michel Foucault. [Risos na platéia.] One day I said to him: how can you write so badly? […] He said to me in French: "Look, if I wrote the way you do, as clearly as you do, nobody in Paris would take it seriously. [Risos na platéia.] They would think it is childish to try to write so clearly." Oh come on, you are pulling my leg! And he said: "No. In France you have to have at least ten percent that it is totally incomprehensible."
[Tradução:  Eu tinha a visita de um amigo que não é famoso pela clareza, Michael Foucault [Risos na platéia.] Um dia eu disse a ele: como você pode escrever tão mal? [...] Ele me disse em francês: "Olha, se eu escrevesse como você, tão claro quanto você escreve, minguém em Paris levaria a sério. [Risos na platéia.] Eles pensariam que é infantil tentar escrever tão claramente." Ah pare, você está me zoando! E ele disse: "Não, na França você tem que ter ao menos dez porcento que é totalmente ininteligível."]

--John Searle

Ver a citação de Timothy Williamson no comentário de Eros de Carvalho.

3 comentários:

  1. Lembrei-me de uma passagem famosa do Tim Williamson:

    "Would it be a good bargain to sacrifice depth for rigor? That bargain is not on offer in philosophy, any more that it is in mathematics. No doubt, if we aim to be rigorous, we cannot expect to sound like Heraclitus or even Kant: we have to sacrifice the stereotype of depth. Still, it is rigor, not its absence, that prevents one from sliding over the deepest difficulties, in an agonized rhetoric of profundity. Rigor and depth both matter: but while the continual deliberate pursuit of rigor is a good way of achieving it, the continual deliberate pursuit of depth (as of happiness) is far more likely to be self-defeating. Better to concentrate on trying to say something true and leave depth to look after itself."
    (Must Do Better, in The Philosophy of Philosophy, p. 289)

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  2. Eros: That's a brilliant quote! I have this book, but I did not read it yet. That's a good motivation.

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  3. Será que o Foucault teria recebido tão amigavelmente o chapéu? Não sabia dessa amizade de Searle e ele. Seria um achado alguém como ele admitindo que poderia escrever mais claramente...

    Uma pequena observação: está escrito "serioudly" ao invés de (eu penso) "seriously", e ficou faltando um L no Foucault e sobrando um A no Michel.

    Bom post.

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