Neste blog eu posto reflexões provisórias sobre problemas filosóficos que me interessam. Comentários, sugestões e críticas são muito bem-vindos. Envie-me um email. (Há um mecanismo de busca acima, na coluna esquerda e um sistema de busca por palavra-chave abaixo. If you can read English or some other language, there is a mechanical translator on the left column.)
Licensed under a Creative Commons License. Citações são permitidas, se a fonte for mencionada.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Bolsa Prodoc na UFPR
O Programa de pós Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Paraná informa que está prorrogando o prazo de inscrição de candidatos a uma bolsa Prodoc, para dar continuidade a um projeto já em execução sobre filosofia da matematica. A bolsa destina-se a doutores em filosofia que não possuam vínculo empregatício. O período da bolsa vai do segundo semestre de 2009 ao final de 2010, com possibilidade de renovação. Os interessados devem enviar um projeto sucinto sobre filosofia da matemática e temas afins, com plano de atividades, e currículo, até o dia 30 de setembro, para esse e-mail (Esse é um formulário por meio do qual será informado o endereço de e-mail para enviar os anexos.). Mais informações sobre o projeto Prodoc em execussão podem ser obtidas por meio desse mesmo email.
Postado por
Alexandre N. Machado
às
8:22 PM
Palavras-Chave
Filosofia da Matemática,
Oportunidade Proffisional
Comentários
Comente
Envie por email
Imprima
domingo, 13 de setembro de 2009
O conceito de conhecimento
O cético, ou ao menos um tipo de cético, pretende mostrar que não satisfazemos ao menos uma das condições necessárias para saber. Mas, para nos convencer, ele deve nos convencer que essas, sejam quais forem, são condições necessárias para saber. Ele deve nos convencer que o conteúdo do conceito de conhecimento contém essas condições. Uma estratégia para isso é examinar o nosso modo ordinário e/ou científico de usar o verbo "saber" e as demais palavras dessa família. Austin adota essa estratégia, não para defender o ceticismo, mas para atacá-lo. Criticando Austin, Stroud procura mostrar que é inválido inferir teses sobre o conteúdo do conceito de conhecimento de afirmações sobre nosso modo de uso do verbo "saber", pois os critérios desse uso frequentemente obedecem a objetivos práticos, a despeito dos nossos objetivos epistêmicos. Mas como Stroud pode justificar isso, dado que não está aberta para ele a possibilidade de apelar para o exame do nosso uso do verbo "saber"? Ele poderia dizer, embora de fato não diga, que há uma distinção entre usos práticos e epistêmicos de "saber". Mas como ele poderia justificar essa distinção? Parece que apenas se ele já tivesse conhecimento sobre quais são nossos objetivos epistêmicos, isto é, sobre quais são as condições a serem satisfeitas para que saibamos. E voltamos a estaca zero. De nada adianta dizer que, de acordo com a definição ordinária de conhecimento, nós conhecemos, mas que, de acordo com a definição filosófica, seja isso o que for, não conhecemos. Sem uma justificação de que a definição filosófica é, de algum modo, melhor, a discussão seria meramente verbal. E dada a conseqüência cética contra-intuiiva dessa definição filosófica, ela parece ser justamente pior. A discussão, obviamente, não encerra aqui. Mas para ela avançar, o cético precisa dizer como ele conhece o conteúdo do conceito de conhecimento, o que já parece paradoxal o suficiente...
Postado por
Alexandre N. Machado
às
3:50 PM
Palavras-Chave
Austin,
Ceticismo,
Conhecimento,
Epistemologia,
Filosofia da Linguagem,
Stroud
Comentários
13 Comentários
Envie por email
Imprima
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Colóquio Conteúdo e Contexto
Postado por
Alexandre N. Machado
às
11:56 PM
Palavras-Chave
Eventos,
Filosofia da Linguagem
Comentários
Comente
Envie por email
Imprima
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O quão radical é a tradução de Quine?
Mas como ele [o lingüista numa situação de tradução radical] deve reconhecer o assentimento e dissentimento do nativo quando ele os ouve? Gestos não devem ser tomados pelo valor de face; os gestos dos turcos são aproximadamente o reverso dos nossos. O que ele deve fazer é adivinhar a partir da observação e ver como suas adivinhações funcionam. [...] Não obstante inconclusivos que são esses métodos, eles geram uma hipótese de trabalho. Se dificuldades extraordinárias advêm em todos os passos subseqüentes, o lingüista pode decidir descartar a hipótese e adivinhar novamente. [p. 29]
Desse modo, suponha que ao perguntar "Gavagai?", e coisa semelhante, na nítida presença de coelhos e coisas semelhantes, ele dê as respostas "Evert" e "York" com freqüência suficiente para ele supor que elas correspondem a "Sim" e "Não", mas não tem nenhuma noção de qual é qual. Então ele tenta o experimento de ecoar os pronunciamentos voluntários do próprio nativo. Se de modo bem regular ele responde "Evert" ao invés de "York", ele é encorajado a tomar "Evert" como "Sim". [p. 29]
Suponha que você foi, como um explorador, a um país desconhecido com uma língua bem estranha para você. Em que circunstâncias você diria que as pessoas lá deram ordens, as entenderam, as obedeceram, rebelaram-se contra elas, e assim por diante?O comportamento comum da humanidade é o sistema de referência por meio do qual interpretamos uma linguagem desconhecida. [Investigações Filosóficas, §206, Oxford: Blackwell, 1999]
Postado por
Alexandre N. Machado
às
3:17 PM
Palavras-Chave
Aprendizado,
Filosofia da Linguagem,
Indeterminação da Tradução,
Quine,
Significado,
Tradução,
Tradução Radical,
Wittgenstein
Comentários
9 Comentários
Envie por email
Imprima

