De acordo com Broughton, o método da dúvida não nos obriga a inferir
(1) Suspendo meu juízo sobre se há boas razões para acreditar que P
onde "P" descreve um estado de coisas sensível, de
(2) Suspendo meu juízo sobre se sei que P
mas nos obriga apenas a aceitar (2). (pp. 85-89). Fica então aberta a possibilidade (racional, se o método da dúvida não contém elementos irracionais) de se suspender o juízo sobre se sabemos se P e julgar que há boas razões para acreditarmos que P. Mas se julgar que há boas razões para acreditarmos que P é compatível com acreditar que P (como parece que é), então suspender o juízo sobre se sabemos se P e acreditar que P são compatíveis (a compatibilidade é uma relação transitiva). Portanto, a explicação de Broughton implica que o método da dúvida não nos obriga a abandonar nossas crenças sensíveis. Mas então, se estamos duvidando quando o aplicamos, não estamos duvidando que as coisass sejam tal como as representamos nas nossas crenças sensíveis.
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Genocídio de Ruanda
Estima-se que o holocausto tenha vitimado 6 milhões de judeus na segunda guerra mundial (as letras minúsculas são propositais). A segunda guerra mundial iniciou-se em 1939 e terminou em 1945. Em Ruanda, um pequeno pais no centro da África, um milhão de pessoas (a maioria da etnia Tutsi) foram mortas em aproximadamente 100 dias, por volta de abril de 1994. Proporcionalmente, foi um genocídio quatro vezes maior que o holocausto. A maior parte das mortes foi realizada a golpes de facão. A ONU realizou uma operação bem sucedida para retirar os cidadãos estrangeiros do pais naquela ocasião, principalmente americanos e belgas. Os belgas foram os antigos coloniziadores (leia-se "exploradores" ou "sangue-sugas") de Ruanda. Mas o que a ONU fez para parar o massacre? Nada! Absolutamente NADA! Por quê? Na minha ignorância eu presumo que isso se deve ao fato de Ruanda não ter importância política ou econômica para as grandes nações. Se Ruanda fosse como o Kwait, montada num colchão de petróleo, a história provavelmente seria diferente. Acho que o fato de os habitantes de Raunda serem negros deve ter algo a ver com isso. Um milhão de pessoas em 100 dias! Dez vezes cem mil pessoas em cem dias. O que os EUA fez após a segunda guerra mundial? O plano Marshall. O que se fez com Ruanda após o massacre? Comparado ao plano Marshall? Nada! Existe um vídeo da secretária de defesa dos EUA à época do genocídio comicamente tentando argumentar que não havia razões para se julgar que houve um genocídio em Ruanda, de acordo com certas convenções internacionais sobre a definição de "genocídio". É uma cena simplesmente patética, de causar náuseas a qualquer sujeito dotado de bom senso moral. Gostaria de dizer mais coisas sobre isso. Mas não quero ferir a sensibilidade de ninguém. Mas achei que deveria ao menos registrar esses fatos, para o caso de alguém ainda não os conhecer.
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